Estava voltando de Lisboa para o México, viagem de negócios chata. Greve na França, escale forçada no CDG. Noite inteira presa ali. Peguei um quarto no hotel do aeroporto, ar condicionado gelado, barulho dos aviões ao fundo. Cheiro de café queimado e perfume barato no lobby. Eu, 35 anos, casada mas entediada, corpo ainda firme, saia justa colando na pele suada.
Sentei no bar, copo de vinho na mão. Ele apareceu. Alto, olhos verdes, uns 28 anos, francês charmoso. Michel, disse. Colega de trabalho na prisão ali perto, em Bois-d’Arcy. Risos. ‘Você parece perdida’, falou, voz rouca. Eu sorri, pernas cruzadas, sentindo o olhar dele na minha coxa. Conversa solta: viagens, solidão, o tesão de ser anônimo. ‘Aqui ninguém nos conhece’, eu disse, mordendo o lábio. Ele se aproximou, joelho roçando o meu. Calor subiu. Coração batendo forte, umidade entre as pernas. ‘Quer subir?’, perguntou, mão na minha cintura. Hesitei… não. ‘Sim.’ Elevador lotado, corpos colados, respiração quente no pescoço.
A Escale Imprevista e o Olhar que Acendeu Tudo
Quarto dele, 312. Porta bateu. Luz fraca, lençóis brancos de hotel, cheiro de desinfetante misturado com suor. Ele me empurrou na cama, beijo faminto. Língua invadindo, mãos rasgando a blusa. ‘Porra, você é gostosa’, grunhiu. Eu gemi, unhas nas costas dele. Saia subiu, calcinha de lado. Dedos dele na minha cona molhada, escorrendo. ‘Tão encharcada’, riu. Chupei o pau dele, grosso, veias pulsando, gosto salgado de pré-gozo. Engoli fundo, garganta apertando. Ele gemeu alto, ‘Caralho, assim…’. De quatro, ele meteu forte. Pau entrando todo, batendo no fundo. ‘Fode mais, vai!’, eu pedia, bunda empinada. Clima gelado arrepiando a pele suada, sal no ar. Ele socava, bolas batendo, cona apertando. Virei de frente, pernas nos ombros, olhares grudados. ‘Goza na minha cara’, ordenei. Ele acelerou, pau inchado. Eu esfreguei o clitóris, orgasmo vindo em ondas. Ele puxou, jatos quentes no rosto, na boca. Engoli, lambi tudo, gosto amargo e salgado. Corpo tremendo, suor pingando nos lençóis úmidos.
Depois, deitados, aviões rugindo lá fora. ‘Foi insano’, ele disse, mão no meu peito. Eu ri, ainda ofegante. ‘Urgência do voo, né? Amanhã sumimos.’ Vestimos, beijo final. No meu voo cedo, janela do avião, Paris sumindo. Buceta dolorida, lembrança fresca: pau dele pulsando, gemidos ecoando. Ninguém sabe, anonimato perfeito. Voltei pro marido, mas o tesão ficou. Quero mais dessas escalas.