Estava de volta de um congresso em Paris, escala imprevista em Madrid por causa de uma tempestade. Cheguei ao hotel do aeroporto exausta, o ar condicionado gelado contrastando com a umidade pegajosa da noite. No lobby, barulhento com motores de aviões ao fundo, vi ele: alto, cabelo castanho com uma madeixa branca chamativa, óculos finos, sorriso malandro. Nossos olhares se cruzaram. ‘Portuguesa?’, perguntou, acento francês. Sorri, ‘Sim, e tu?’. Paul-Henri, em viagem de negócios. Conversa solta, copo de vinho na mão, o calor subindo apesar da clim. Senti a excitação do desconhecido, ninguém nos conhece aqui. ‘Quarto livre?’, perguntei direta. Ele piscou, ‘Vamos?’.
Subimos, porta fecha, cheiro de lençóis de hotel misturado com seu perfume. ‘Quero algo especial’, disse, tirando mel da minha bolsa – sempre levo para noites assim. ‘Em troca de uma massagem íntima?’. Ele riu, surpreso. ‘Epilação total, sem poils, e ajustes no corpo?’. Brinquei, inspirada num papo anterior com uma amiga. Tirei a roupa devagar, pele arrepiada pelo ar frio. Nua no meio da quarto, pernas afastadas. Ele ajoelhou, mãos quentes nas minhas pernas, ‘Vou tirar tudo, devagar’. Picava um pouco enquanto passava creme depilatório, dedos roçando minha boceta. ‘Relaxa’, murmurou, lábios perto. Senti umidade crescer, gosto de sal na pele suada. Subiu pras coxas, tocou o grelo, ‘Lindo’. Virei de bruços, ele fez as costas, o reguinho do cu. Gemidos escapavam, ‘Porra, que delícia’. Depois, ventre mais plano, seios mais empinados com óleo massageando, beliscando mamilos. Lábios mais carnudos, beijou. Olhos azuis no espelho flutuante que peguei. ‘Perfeito’, suspirei.
A Rencontre no Lobby do Hotel
Agora minha vez. Ele deitou, tirei calça e cueca. ‘Caralho grande!’, exclamei. Pus mel no pau duro, brilhante. Enfiei na boca, chupando devagar, língua no grelo. Ele gemeu, ‘Que boquete foda!’. Sabia o que fazia, anos de prática com ex-namorados. Ele propôs, ’69?’. Virei, boceta na cara dele. Língua dele no meu grelo, chupando molho. Eu mamaquei forte, bolas na mão. Dedo úmido no meu cu, entrou devagar. ‘Ah, filho da puta!’, gemi, ondulando. Revidei, dedo no cu dele, massageando próstata. Corrida louca, ele gozou primeiro, porra quente e doce de mel na garganta. Engoli tudo, tremendo no orgasmo, boceta esguichando na boca dele. Paramos ofegantes, suor salgado, clim zumbindo. Recomeçamos duas vezes, devagar, lambidas longas, dedos fundo, gozos múltiplos. ‘Mel é o topo’, ele riu, exausto.
Horas depois, vesti-me, beijo no nariz dele. ‘Até breve?’. ‘Quem sabe’. Saí pro aeroporto, pernas moles, boceta latejando de prazer. Avião decolou, memórias vivas: gosto de mel e porra, dedos no cu, liberdade de passageira. Ninguém sabe, só eu e o tesão que ainda pulsa. Portugal espera, mas isso fica comigo.