Estava morta de cansaço. Voo de Madrid para Faro atrasado por horas. Escala forçada no aeroporto de Lisboa. Ar condicionado gelado batendo na pele, cheiro de café queimado e combustível de aviões ao fundo. Sentei no bar, pedi um gin tónico. Olhos vermelhos de tanto esperar.
Ela apareceu do nada. Alta, cabelo loiro solto, olhos verdes que perfuravam. Russa, pelo sotaque. ‘Olá, também presa aqui?’, disse com sorriso safado. Natalia. Vindo de Moscou, escala para o Algarve. Brindamos. ‘Chamo-me Ana, de Porto.’ Conversa solta, risos. Pernas roçando debaixo da mesa. Calor subindo apesar do frio. ‘Quarto no hotel ali perto?’, perguntei, coração acelerado. Ela piscou: ‘Sim, vamos.’
A Escala Imprevista e o Olhar que Acendeu Tudo
Mãos suadas no elevador. Porta bateu. Beijo imediato, línguas famintas. Cheiro dela: perfume misturado com suor fresco. Tirei a blusa dela, seios firmes, mamilos duros como pedras. ‘Quero-te tanto’, murmurou ela, voz rouca. Eu tremia. Liberdade total, ninguém nos conhece. Urgência do voo de manhã.
Deitei-a na cama. Drapos ásperos de hotel, cheiro de lavanda barata. Beijei o pescoço salgado. Desci à barriga. Calor úmido entre as pernas dela. Calcinha encharcada. Tirei devagar, cona raspada, lábios inchados brilhando. ‘Lambe-me, Ana’, gemeu. Enfiei a língua, gosto salgado e doce. Ela arqueou, unhas nas minhas costas. Dedos dentro, dois de uma vez, fodendo ritmado. ‘Mais forte! Fode a minha cona!’, gritou. Chupei o clitóris inchado, sugando como louca.
Fodendo com Fúria na Quarto de Hotel
Ela virou-me. ‘Minha vez.’ Abriu as minhas pernas, ar quente da noite moite entrando pela janela entreaberta. Motores de aviões roncando longe. Boca dela na minha cona, língua girando no buraco molhado. ‘Estás tão encharcada’, riu. Três dedos agora, esticando-me, punhetando fundo. Eu gozei primeiro, jatos quentes na cara dela. ‘Porra, que delícia!’ Gritou.
Montou-me. Conas roçando, molhadas colando. Movimentos circulares, clitóris contra clitóris. Suor pingando, pele escorregadia. ‘Fode-me, Natalia! Mais rápido!’ Gemidos altos, sem pudor. Ela pegou o vibrador da mala – surpresa dela. Enfiou em mim, ligado no máximo. Vibração insana. Eu revidei, dedo no cu dela, apertado e quente. Gozámos juntas, corpos tremendo, gritos abafados no travesseiro. Sabor a sal na pele, cheiro de sexo no ar.
De manhã, café rápido. Beijo último, lábios inchados. ‘Foi incrível, estranha’, disse ela. Voltei ao aeroporto, pernas bambas, cona ainda latejando. Voo partiu. Anonimato salvo, ninguém sabe. Lembro o gosto dela na boca, o calor moite da noite. Placer que queima ainda. Quero mais escalas assim.