Estava a caminho das férias no sol do Algarve, mas um voo atrasado deixou-me presa em Paris. Escala imprevista no Charles de Gaulle. Chuva miúda lá fora, ar condicionado gelado no lobby do hotel. Aborrecida, ouvi falar dum club privado no subsolo. ‘Tarde americana’, diziam: máscaras, perucas, anonimato total. Mulheres convidam, homens obedecem. Curiosidade picou-me. Sou portuguesa, aberta ao sexo, adoro o risco de estranhos em trânsito. Desci as escadas, toquei a campainha.
Uma loira simpática abriu. ‘Bem-vindo ao 97, entra.’ Vi o meu casaco no guarda-casacos. Escolhi uma máscara preta fina, peruca castanha. Olhei-me ao espelho: irreconhecível. Bracelete vermelho no pulso, lembrança dum negócio em Lisboa. Desci mais degraus, música ecoava. Sala grande, pista lotada, casais de todas idades a dançar. Ar fresco, cheiro a perfume misturado com suor. Tango começou. Uma arlequim agarrou-me o braço: ‘Dança comigo, bonito.’ Girei com ela, sentindo olhares.
A Escala e o Encontro no Club Anônimo
No canto, vi um homem alto, máscara de loup, peruca loira. Alto, ombros largos, olhos verdes por trás da máscara. Dançava sozinho, classe pura. Valsas vieram. Aproximei-me, toquei-lhe a cintura: ‘Finalmente valsas. Dança comigo, desconhecido.’ Voz grave dele: ‘Com prazer, linda.’ Enlacei-me, corpos colaram. Cheirava a colónia fresca, pele quente. ‘Chamo-me Inês aqui’, sussurrei. ‘Eu sou Lucas.’ Girámos no ‘Danúbio Azul’, pernas entrelaçadas, respirações aceleradas. Mamas roçavam o peito dele, sentia a ereção crescer contra a minha coxa.
Slows, luzes baixas. Colei-me mais: ‘Quero-te para mim.’ Beijámo-nos, máscaras finas não atrapalhavam. Língua dele invadiu a minha boca, mãos nas minhas nádegas. ‘Tão molhada já’, murmurou ele, mão entre pernas. Levei-o ao bar, liqueur de framboesa. Derramei um pouco na sapatilha dele. ‘Desculpa… Volta na próxima semana?’ Ele riu: ‘Com certeza.’ Guiei-o ao salão privado: pista pequena, sofás altos, penumbra, só slows.
O Prazer Cru e a Despedida Apaixonada
Desabotoei o vestido, mamas quase de fora no sutiã rendado. Ele arregalou olhos. Sentei-me, abri pernas: ‘Hoje mando eu.’ Toquei a braguilha dele, pau duro latejava. Desci o fecho, saquei o caralho grosso, veias pulsantes, cabeça vermelha. ‘Que cabraão lindo’, lambi os lábios. Masturbei devagar, beijei-o. Ajoelhei, língua no saco, suguei as bolas. Ele gemeu: ‘Porra, Inês…’ Chupei o tronco, girei na glande, saliva escorrendo. Engoli até à garganta, profunda, nariz no pubis dele. ‘Fode-me a boca, caralho! Sou a tua puta da escala!’
Ele agarrou a cabeça, meteu forte, bolas batendo no queixo. ‘Vou gozar!’ Primeira jato grosso na garganta, engoli tudo, gemendo. Mais cinco golfadas quentes, leite espesso enchendo a boca. Segurei tudo, deitei-me no sofá, pus mãos dele: uma na mama, outra na boceta encharcada. ‘Masturba-me enquanto engulo.’ Ele apertou o clitóris por cima das cuecas, beliscou o mamilo. Gozei forte, corpo convulso: ‘Aiii, mais forte, cabrão! Fode-me com os dedos!’ Arquei-me, gritei, unhas nas costas dele. Ele tirou mais pingos, lambi tudo.
Sirene tocou, fim da hora. Laura avisou: ‘Reajustem-se.’ Beijo final: ‘Semana que vem, sem máscaras.’ Saí pelo guarda-casacos das mulheres, ele pelo dos homens. No avião de volta à rota, corpo ainda tremia. Sabor a sal e porra na boca, calor moite entre pernas, ronco dos motores ao fundo. Ninguém sabe, anonimato perfeito. Melhor escala ever. Ainda sinto o pau dele na garganta.