Estava de férias organizadas pela empresa, um fim de semana em Ostende, na Bélgica. Sol quente, mas céu carregado, ar úmido como na minha Lisboa em agosto. Chegámos à praia num domingo, multidão a fervilhar na baía, separada por um pontão velho de madeira. Mar verde-claro, horizonte negro de tormenta. Com os amigos, estendemos as toalhas no meio da confusão.
Eles começaram a picar-me: ‘Olha ali, o holandês alto não tira os olhos de ti.’ Virei-me, disfarçada. Ele, loiro, corpo atlético, olhos fixos. Nossos olhares cruzaram-se, um choque elétrico. Ri por dentro – ninguém me conhece aqui, sou livre. Propus jogar à bola na água, para fugir das provocações. Água pelo peito, círculo apertado, bola a saltar.
O Encontro na Praia e a Tensão que Subiu
Mal cinco minutos, ele junta-se. Mais alto, água só aos ombros. Tenta apanhar a bola, manda-ma sempre, com sorrisos safados. Não fala francês, eu mal inglês, mas mãos falam. Deixo os amigos, agarro-lhe a mão, viro-o à volta de mim. Ele ri, toca-me a cintura. Sinto o sal na pele dele, misturado com protetor solar, cheiro a mar e macho.
Aproximo-me, mão no peito dele, firme. Ele geme algo em flamando, mão na minha mama por cima do biquíni. ‘Gosto’, digo, ele acena. Baixo a alça, mama ao ar na água fria. Ele mama o mamilo, chupa forte, eu gemo baixo. Mão dele desce, puxa o elástico do meu fato, dedos no meu cona molhado. Abro as pernas, dois dedos entram, fico pingando. Ele duro como pedra, froto-me nele. Beijos molhados, línguas urgentes, meia hora assim, rodeados de gente mas invisíveis.
Regresso à toalha, coração aos pulos. Amigos interrogam, ignoro-os, deito-me de barriga para baixo, caralho dele na cabeça, cona a pulsar. Olho disfarçado – ele fita-me, acena para a água. ‘Vem’, gesto. Levanto-me, sigo-o ao pontão. Água ao pescoço, ele espera, agarra-me pelas ancas, leva-me por baixo da estrutura. Pilares de betão, água ideal aos ombros dele. Ninguém vê, só cabeças de namorados.
A Foda Selvagem Debaixo do Pontão
Ele baixa as minhas alças, mamas livres, chupa-as faminto. Eu agarro o caralho dele por cima do fato, enorme, latejante. Puxo para fora, masturbo devagar, pré-gozo a escorrer. Ele geme ‘ja, ja’, eu ‘fode-me’. Baixo o fato aos joelhos, enrolo pernas na cintura dele. Ele empurra o elástico, caralho na entrada da cona. Desliza devagar, água fria contra calor da minha boceta aberta. Encho-me toda, esticada, perfeita.
Movo os quadris, fodo lento, ondas batem no queixo. Olhos nos olhos, ele grunhe, eu suspiro ‘mais forte’. Acelero, caralho a martelar fundo, clitóris roçando. Sinto o gozo subir, cona a apertar, ele explode primeiro – jatos quentes dentro, enchendo-me. Eu venho logo, tremendo, mordendo o ombro dele, gosto de suor salgado.
Ficamos colados, caralho amolecendo dentro. Beijos longos, mãos a acariciar. Ajustamos fatos, dançamos na água, silêncio cúmplice. Mão na mão até à areia, separámo-nos sem palavras, olhares que dizem tudo.
O autocarro apita, amigos chamam. Visto-me a correr, subo sem olhar para trás. Mas sinto ainda: cona latejante, cheiro dele na pele, liberdade de passageira. Ninguém sabe o meu nome, ele o teu. Mas que foda inesquecível, meu flamando. Ainda me molho a lembrar.