Estava de férias num cruzeiro pelo Mediterrâneo, sol quente, mar azul, longe de Portugal. Ninguém me conhece aqui, liberdade total. Senti essa excitação do desconhecido, como se pudesse fazer tudo sem medo. Desci para as entranhas do navio, curiosa com as cales, o zumbido dos motores a vibrar nos pés. No elevador, encontro este rapaz. Tripulante jovem, uns 19 anos, careca, cara toda tatuada de caveira, casaco gasto, salopete. Olhos brilhantes, tatuagens nos pulsos como ossos. ‘Ei, és mesmo a sósia daquela apresentadora sexy?’, diz ele, rindo. Eu sorri, brinquei o jogo. ‘Talvez, queres ver mais de perto?’ A porta fecha, ar frio da descida, cheiro a óleo e mar. Ele aproxima-se, mão na minha anca. ‘Gostas de aventuras rápidas?’ Sinto o calor dele, suor no ar húmido. Corações acelerados, elevador para. ‘Casa de banho ali, vem.’ Urgência pura, partida iminente, ninguém nos apanha.
Entramos na cabine da casa de banho, porta trancada. Luz fraca, azulejos frios, vibração constante dos motores ao fundo. Ele vira a gorra ao contrário, abre a braguilha, tira a picha e as bolas depiladas, tatuadas de ossinhos. ‘Nunca viste uma assim, pois não?’ Glande grossa, veias pulsantes. Eu sento na tampa da sanita, pernas abertas, molhada já. ‘Dói tatuar aí?’ Ele ri, ‘Foda-se, sim, mas valeu.’ Puxo o casaco, levanto a camisola e o sutiã, peitos balançam, mamilos duros com o frio. ‘Toca.’ Mãos quentes dele apertam, unem, esfregam os bicos com polegares. Gemidos meus, baixos. Agarro a picha dura, masturbo devagar, sinto-a inchar. ‘Rápido, meu tesão, turno começa já.’ Inclino-me, engulo tudo, saliva escorre. Chupo forte, língua na glande, bolas na mão. Ele geme, ‘Caralho, chupas como uma puta profissa.’ Boufo de calor, cona a pingar na cueca, cheiro a sexo no ar gelado. Ele filma? ‘Não, foda-se!’ Ele larga o telemóvel, mãos na minha cabeça, fode a boca. Eu acelero, pompo, sinto o sal do pré-gozo. Ele treme, ‘Vou gozar!’ Jet forte de porra quente enche a boca, salgada, engulo tudo, chupo até secar. Ele ofega, ‘Melhor mamada da vida.’ Limpo o queixo com papel, peitos melados, sorriso cúmplice.
O Encontro Casual no Elevador e a Tensão que Cresce
Saio dali zonza, pernas moles, gosto de porra na língua ainda. Volto ao elevador, subo ao meu camarote. O navio ruge, partida para nova paragem. Anónimo total, ele não sabe o meu nome verdadeiro, eu o dele só ‘Crânio’. Ninguém viu, prazer intacto. Deito nos lençóis frescos do hotel-flutuante, mão na cona molhada, recordo a picha tatuada, vibrações, urgência. Fico excitada de novo, liberdade de passageira. Amanhã, outro porto, outra chance. Mas esta? Inesquecível, corpo a tremer só de pensar. Viajar é isso: foder sem amanhã.