Estava a caminho das férias ao sol no Algarve, mas uma nevasca brutal atrasou o voo em Frankfurt. Escale imprévue, horas perdidas no aeroporto gelado. O inverno devorava tudo lá fora, vento uivante, neve a tapar as pistas. Senti o frio entrar nos ossos, como um inverno interior que me perseguia há meses – solidão, rotina sufocante em Lisboa. Entrei no lobby do hotel anexo, ar condicionado a 20 graus, mas ainda assim um alívio. Copo de vinho na mão, olhos perdidos na multidão.
Ele surgiu do nada. Alto, barba por fazer, olhos escuros como a noite. Estrangeiro, talvez italiano ou espanhol, fato amarrotado de viagem de negócios. Os nossos olhares cruzaram-se no bar. Um sorriso tímido, hesitante. ‘Tudo bem? Este frio é de loucos’, disse ele, voz grave, sotaque sexy. Sentei-me ao lado, pernas roçadas por acidente. Conversa solta: viagens, o caos da nevasca, a liberdade de ser anónimo ali. A tensão subiu devagar. A mão dele no meu joelho, leve, testando. Eu não recuei. O coração acelerou, umidade entre as pernas já. ‘Queres subir?’, murmurou, hálito quente no meu ouvido. Arrisquei. Ninguém nos conhecia. Urgência do voo cancelado.
A Escale na Nevasca e o Olhar que Acendeu Tudo
Subimos ao quarto dele, 312, porta bateu com um clique seco. A clim zumbia baixa, ar moite apesar do frio exterior. Ele puxou-me contra a parede, boca faminta na minha, língua invasora, gosto a gin e desejo. Rasguei a camisa dele, unhas nos peitos peludos. ‘Quero-te agora, caralho’, gemi eu, mãos no cinto. Calções dele caíram, caralho grosso, veias pulsantes, já duro como pedra. Eu ajoelhei, boca aberta, engoli-o devagar, saliva escorrendo, bolas pesadas na mão. Ele gemeu, ‘Porra, que boca gulosa’. Chupei forte, língua na glande salgada, até ele tremer.
A Noite de Fogo na Quarto de Hotel
Deitei-me na cama, lençóis ásperos de hotel, cheiro a desinfetante misturado com suor. Ele abriu as minhas pernas, cona molhada exposta, clitóris inchado. Dedos entraram, dois, depois três, fodendo-me ritmado, polegar no clítoris. ‘Estás ensopada, puta safada’, rosnou. Gritei, ‘Fode-me, vai!’. Montou-me, caralho a entrar todo, esticando-me até doer de prazer. Bombeou forte, coxas batendo nas minhas, suor pingando, pele salgada no gosto. Virei de quatro, rabo ao alto, ele agarrou os cabelos, fodeu como animal, bolas a bater na cona. ‘Mais fundo, sim!’. Gozei primeiro, corpo convulso, squirt molhando os lençóis, grito abafado no travesseiro. Ele acelerou, ‘Vou gozar dentro’, e encheu-me, jatos quentes, cremoso escorrendo pelas coxas.
Ficámos ali, ofegantes, corpos colados, barulho distante dos motores a uivar na nevasca. Ele beijou-me o pescoço, ‘Inesquecível’. De manhã, voo reaberto. Despedida rápida no lobby, sem números, só um olhar cúmplice. No avião, corpo ainda formigava, cona sensível, cheiro dele na pele. O inverno lá fora recuava, mas o calor dele ficou. Liberdade do anónimo, urgência do adeus. Sorri sozinha. Aquela escale foi o meu primavera – renascer no fogo de um estranho.