Escala Quente em Madrid: Amarrada e Fodida por um Estranho

Estava em escala no aeroporto de Madrid, voltando de um congresso em Barcelona. Voos atrasados, noite quente e húmida. Entrei no hotel do aeroporto para descansar umas horas. O ar condicionado gelado batia na pele suada, cheirava a café forte e a aventura. No lobby, cruzei olhares com ele. Alto, barba por fazer, olhos escuros, mala de viagem ao ombro. Parecia um artista errante, daqueles que viajam sem destino. Sorri, ele aproximou-se. ‘Portuguesa?’, perguntou com sotaque espanhol suave. ‘Sim, e tu?’, respondi, sentindo o formigueiro na barriga. Conversámos no bar, copos de vinho tinto. A liberdade de ser anónima excitava-me. Ninguém nos conhecia. ‘Queres subir?’, murmurou, mão na minha coxa. ‘Sim, foda-se, vamos’, disse eu, coração a bater forte.

No quarto, 304, luz ténue, som distante dos motores dos aviões. Pus Massive Attack no telemóvel, Mezzanine a pulsar baixo. ‘Tira tudo menos a cueca’, ordenou ele, voz rouca. Obedeci, ajoelhei-me no tapete áspero, mãos atrás das costas, peito para a frente. Fechei os olhos. Sentia o peso dos meus seios, respiração acelerada. Ele preparava as cordas, alinhava-as na cama. O cheiro da sua pele, suor salgado misturado com colónia. Aproximou-se, agarrou-me os pulsos firmemente. Arrepiei-me toda. ‘Estás molhada já, não estás?’, sussurrou no meu ouvido, mento no pescoço. ‘Sim, caralho’, gemi. Amarrou as mãos, palmas opostas, braços colados às costas. Passou o braço sobre o meu peito, puxou-me contra o seu torso nu, quente. Ficámos assim, imóveis, só o som da nossa respiração e a música a electrizar.

A Tensão no Lobby do Hotel

Bruscamente, enovelou a corda nos ombros, sob as clavículas. Dois voltas, alternando macio e firme. Cada aperto fazia-me ofegar. ‘Gostas disto, puta?’, perguntou, pressionando o peito nas minhas costas. ‘Amo, fode-me com isso’, supliquei. Passou cordas sob os seios, apertando os braços. Contacto constante, primordial. Pegou noutra corda, roçou nas coxas, no rosto, nos lábios. Senti a sua pila dura contra as minhas nádegas, no jeans. Mordi a corda, ele puxou-a devagar entre os meus lábios húmidos, fez o nó, amarrou os braços. Gemi alto. Empurrou-me para a frente, harnês do busto pronto.

Virou-me de lado, cabeça no tapete. Agarrou a perna esquerda, mão da virilha à coxa, devagar. ‘Quero-te a implorar’, disse. ‘Por favor, mete-me já’, pensei, mas calei-me. Nó na tornozelo, enovelou a perna dobrada, apertou forte. ‘Que delícia’, grunhi. Redressou-me contra ele, respirações sincronizadas, frissons por todo o corpo. Depois, a outra perna: roçou a corda na cona molhada, torturando. Amarrou, ergueu-me. Rompeu o contacto, admirou a obra. Sentia o olhar a queimar.

Marcas na Pele e o Adeus

Ouvi o jeans a abrir. ‘Finalmente’, pensei. Despiu-se, pila dura contra as minhas nádegas. Inclinei-me, ele soltou-me o cabelo, esfregou o caralho na entrada da cona. ‘Devagarinho…’, provocou. Agarrou os cabelos, penetrou de rompante, todo dentro. Ficou colado, boca no pescoço, sal do suor na língua. Saiu lento, entrou forte. Ritmo crescente, fodendo-me brutal. ‘Vou gozar dentro de ti’, rosnou. Sentiu os espasmos, encheu-me de porra quente, gemendo no meu ouvido.

Retirou-se, abraçou-me terno, beijando o pescoço. Desamarrou as pernas, deitou-me no tapete. Carícias nas coxas, afastando-as. Soprou quente na cona, lambeu o clitóris devagar. Estiquei as pernas, ‘Mais, porra!’. Dedo dentro, língua pressionando. A onda veio, tremi toda, gozei gritando. Beijou-me, desamarrou o harnês, cobriu-nos com o lençol. Ficámos ali, música ao fundo, corpos a pulsar.

De manhã, despedida rápida no lobby. ‘Até nunca’, sorriu ele. Apanhei o voo para Lisboa, marcas vermelhas nas coxas e busto a coçar sob a roupa. O cheiro dele ainda na pele, porra seca nas cuecas. Anónimos para sempre, mas aquela urgência do adeus ficou no corpo. Sorri sozinha no avião, já a planear a próxima escala.

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