Estava em escala imprevista em Marselha, voo de Lisboa para Nice atrasado por causa de uma tempestade. Dezembro, mas sol radiante, calor que nem em Portugal. Instalei-me num hotel perto do aeroporto, lobby fresco com ar condicionado gelado. Saí para o café ao lado, terraço lotado de gente aproveitando o sol. Entro, vejo dois gajos na vidraça: um deles, uns 30 e poucos, olhos castanhos, corpo atlético. Olha para mim. Eu, 52 anos, portuguesa curvilínea, decote generoso no top branco, saia curta preta. Sorri. Ele cora.
Bastien, o amigo, queixa-se da falta de lugares fora. Falam alto. Eu e a minha amiga sentamo-nos ao fundo. Ele olha disfarçado. Eu, abro as pernas um pouco, sinto o ar fresco na pele. Dias passam assim: chego cedo ao café, ele com o amigo, trocamos olhares. Um dia, ao sair, ele trava à minha frente. ‘Para si’, diz, papel com número. Coro? Não, sorrio devagar. ‘Obrigada, rapaz bonito.’ No telemóvel, texto: ‘Bebida só nós os dois?’
O Encontro Acaso no Café do Hotel
‘Com prazer. Hoje 21h, bar do hotel?’
Chego maquiada, saia justa, camisa transparente. Ele espera, nervoso. Subimos ao bar, música ao vivo começa. Conversamos: casado, mas ‘quero aventura’. Rio. ‘Eu também, estrangeira de passagem.’ Grupo argelino toca ritmos quentes. Sentamo-nos colados na banqueta. Mão na coxa dele. Aperto. Ele põe mão na minha. ‘Quero-te’, sussurra.
Música alta, saímos. Chuva fina começa. Na rua escura, beijamo-nos vorazes. Línguas dançam, gosto a sal da sua pele suada. ‘Carro ali’, diz. Dentro, cheiro a perfume meu invade. Ele apalpa peitos, eu abro braguilha: caralho duro, grosso. Masturbo devagar. Baixo cabeça, chupo fundo, bolas na boca. Ele geme, ‘Porra, que boquete’. Dedos meus na boceta molhada.
A Foda Selvagem no Quarto com Vista para o Aeroporto
‘Não aqui, flics’, digo. Mas chupo mais, gozo na boca, engulo tudo, quente e grosso. ‘Agora ao meu quarto.’ Elevador, mãos por todo lado. Entro, empurro-o na cama. Lençóis ásperos de hotel, ar condicionado zumbindo, aviões rugindo longe. Arranco roupa: peitos pesados livres, ele mama mamilos duros. ‘Fode-me a boca’, ordeno. Engole caralho até garganta.
69: boceta raspada na cara dele, língua chupa clitóris inchado. Eu gemo, ‘Lambe mais, caralho’. Molhada como nunca, sucos escorrendo. Monto: empalo-me no pau dele, grosso abrindo-me toda. Rebolo devagar, depois rápido, peitos balançando. ‘Mais forte!’, grito. Ele agarra rabo, bate. Sinto vir, boceta contrai, gozo esguichando no ventre dele. Ele vira-me, fode de quatro: pausadas profundas, bolas batendo. ‘Vou gozar!’, rosna. Encho-me de porra quente, escorrendo coxas.
Ficamos ofegantes, suor salgado na pele. ‘Ducha rápida’, digo. Ele sai, eu penso no voo amanhã. ‘Foi incrível, mas tenho de ir.’ Beijo final, gosto dele na boca.
No avião de regresso, corpo ainda dói gostoso. Anonimato total, ninguém sabe. Lembro o cheiro moído da noite, o zumbido da clim, o rugido dos motores. Sorrio. Liberdade de passagem: fodi sem remorsos, prazer puro.