Voltei de uma viagem de negócios em Lisboa, exausta mas com aquela adrenalina de quem está longe de casa. Ninguém me conhece aqui, só eu e o meu corpo a pedir aventura. Apanhei o último comboio da noite, passava das onze. O vagão da cauda estava quase vazio, só um ou dois passageiros a cochilar com o balanço das carruagens. Eu sentei-me no meu banco favorito, joelhos contra o peito, descalça, os pés tensos a tocarem o chão frio. O espelho ao lado refletia tudo.
O ar estava pegajoso, verão quente, suor a colar a minha saia justa à pele. Notei-o logo: homem alto, ombros largos, fato verde escuro, camisa branca impecável, gravata de seda a combinar. Mãos enormes a virar as páginas do livro, olhos verdes como esmeraldas quando olhava pela janela. Cabelo despenteado, sorriso rebelde. Senti o cheiro do seu perfume mesmo de longe, almíscar e algo selvagem. Os meus mamilos endureceram contra o tecido fino, um arrepio desceu pela espinha. Entre as pernas, umidade quente, o fio dental já encharcado a grudar no clitóris inchado.
A Viagem de Volta e a Tensão no Vagão Escuro
Fechei os olhos, imaginei aquelas mãos grandes nos meus seios, a apertar as nádegas, o pau duro contra mim. Mordi o lábio, segurei os joelhos para não me tocar. Ele parou de ler. O comboio travou de repente, entre estações, luzes apagaram-se, só as de emergência. Anunciaram avaria, tempo indeterminado. Olhei no espelho: ele avançara bancos, pernas abertas, volume enorme no fato, pau duro a pulsar. Olhos fixos no meu pescoço, nas curvas das minhas costas. Senti o olhar como uma carícia elétrica.
Ele afrouxou a gravata, passou a mão no cabelo suado. Dedos a massagear o pau por cima do tecido. Eu via tudo, e ele sabia. Lambeu o lábio inferior, excitado em transe. Desenrolei as pernas, pés no chão gelado, coração a martelar. Ele crispou a mão, veias no pescoço tensas. Vinte minutos até partir, disse o altifalante. Não aguentava mais. Abri as pernas devagar, afastei o fio molhado, dedo no clitóris. Gozei abafando o gemido, ondas a percorrerem-me.
O Prazer Sem Limites e o Adeus Memorável
Senti o fôlego quente no pescoço. Ele estava atrás, cinto aberto, calças aos joelhos, boxer desabotoado. O pau rígido, grosso, quente, roçava no meu ombro, vaivém lento. ‘Queres isto?’, murmurou rouco. ‘Sim, fode-me com os olhos primeiro’, respondi, voz trémula. Toquei-o, pele suave como a gravata, veias pulsantes. Ele agarrou os meus seios por cima da saia, apertou forte, dedões nos mamilos. Gozei outra vez, mão na cona encharcada.
Ele gemeu, jatos quentes no meu pescoço, cabelo, vestido. Espesso, viscoso, cheiro salgado. Sentou-se, pau ainda duro. Montei-o, olhos nos olhos. Desfiz a gravata devagar, enrolei no pau dele, masturbando-o com a seda. ‘Assim, caralho, que delícia’, grunhiu ele. Dedos dele na minha cona, dois de uma vez, fodendo fundo, polegar no clitóris. Ritmo frenético, gravata escorregadia de pré-gozo. Gozei forte, esguicho no colo dele, molhando tudo.
Baixei a cabeça, chupei o caralho por cima da gravata, engoli o gozo que jorrou, salgado e grosso, garganta cheia. Ele tentou puxar, mas segurei. O comboio mexeu-se. Levantei-me, ajeitei a saia, calcei os sapatos. Ele ali, ofegante, fato sujo, gravata molhada. ‘Obrigada pela viagem’, pisquei. Apanhei as minhas coisas, saí no meu apeadeiro. Esperei o comboio partir, vi-o a vestir-se pela janela, sorri-lhe. Corpo ainda a tremer, cona latejante, cheiro dele na pele. Anonimato puro, liberdade total. Mal posso esperar pela próxima escapada.