Estava de volta de um congresso em Lisboa, mas o voo atrasou. Escale forçada em Faro, Algarve. Cheguei ao hotel à beira-mar exausta, o ar quente e húmido da noite a colar-me a roupa à pele. O lobby era fresco, com a climatização a zumbir baixinho, e o som distante das ondas a bater nas dunas. Sentei-me no bar, pedi um gin tónico salgado, o copo gelado a suar nas minhas mãos.
Ele apareceu do nada. Alto, cabelo castanho desgrenhado pelo vento marítimo, olhos azuis como o aço. Francês, pelo sotaque. ‘Boa noite’, disse, sorrindo, sentando-se ao meu lado. Chamava-se Fabrice, de passagem por negócios. Falámos de viagens, do mar ali ao lado, da liberdade de estar longe de tudo. Os nossos joelhos roçaram debaixo do balcão. Senti o calor subir. ‘Estás sozinha?’, perguntou, a voz rouca. ‘Por agora’, respondi, mordendo o lábio. A tensão crescia, olhares demorados, o cheiro do seu perfume misturado com sal do mar. ‘Quarto 312’, sussurrei, levantando-me. Ele seguiu-me no elevador, mãos já a explorar as minhas curvas por baixo da saia.
O Encontro Casual no Lobby do Hotel
Na quarto, a porta mal fechou e ele atirou-me para a cama. Os lençóis do hotel eram ásperos, frios contra a minha pele quente. ‘Quero-te agora’, grunhiu, rasgando a minha blusa. Beijávamo-nos com fome, línguas enredadas, gosto a sal e gin. Tirei-lhe a camisa, senti o peito largo, pelos grisalhos na barba por fazer. Ele chupava os meus peitos, mordendo os mamilos duros, enquanto as mãos desciam à minha cona já molhada. ‘Estás ensopada, caralho’, disse, enfiando dois dedos, fodendo-me devagar. Gemi alto, as ancas a rebolar contra ele. O ar-condicionado zumbia, o barulho dos motores de aviões ao longe lembrava que o meu voo saía cedo.
A Foda Intensa e o Adeus Apressado
Empurrei-o para baixo, montei na cara dele. ‘Chupa-me bem’, ordenei. A língua dele lambeu o clitóris, sugando, enfiando-se na minha fenda. Gozei rápido, tremendo, o corpo a convulsionar, sucos a escorrer-lhe pelo queixo. ‘Deliciosa’, murmurou. Virei-me, peguei na pica dele – grossa, veias pulsantes, cabeça inchada. Chupei com vontade, engolindo até à garganta, bolas nas mãos. Ele gemia, ‘Porra, que boca’. Deitei-me de quatro, ele entrou de rompante, a pica a esticar-me toda. Fodia-me forte, bolas a bater no cu, suor a pingar. ‘Mais fundo, fode-me como uma puta’, pedia eu. Mudámos posições – missionário, pernas nos ombros, ele a martelar, eu a cravar unhas nas costas. O cheiro de sexo enchia o quarto, calor moite, pele salgada. Gozou dentro, jatos quentes a encher-me, eu a gozar de novo, olhos revirados, corpo em espasmos.
Ficámos ali, ofegantes, corpos colados nos lençóis amarrotados. ‘Foi incrível’, disse ele, beijando-me o pescoço. Mas o relógio ticava. ‘Tenho de ir’, sussurrei, vestindo-me a pressa. Nenhum nome verdadeiro, nenhum contacto. Saí ao amanhecer, o sol a nascer no oceano, corpo ainda a pulsar do prazer. No táxi para o aeroporto, o cu dolorido, cona latejante com o sêmen dele, sorri sozinha. Aquela escale foi pura liberdade – anónima, intensa, sem amanhãs. Ainda sinto o gosto dele na boca, o calor da sua pica. Volto sempre ao Algarve por mais.