Estava em escala em Paris, voo atrasado por horas. Cheguei ao hotel perto do aeroporto, calor úmido da noite de junho grudando na pele. O lobby cheirava a café forte e ar condicionado gelado. Decidi sair, explorar o novo centro comercial ali do lado. Ninguém me conhecia aqui, longe de Lisboa, casa, marido. Liberdade total, o desconhecido me excitava.
Entrei numa livraria de BD, recém-aberta, luzes baixas, parquet escuro, cheiro de papel novo. O dono, um homem na casa dos 40, barba rala, olhos famintos, olhava uns livros. Eu folheava XIII, Largo Winch. ‘Boa escolha’, ele disse, voz grave. Sorri, olhos verdes nos dele. ‘Procuro algo… especial pro meu marido’, menti, sentindo o formigamento entre as pernas.
A Tensão no Lobby e a Livraria Escondida
Flertamos. Ele recomendou Sillage, Betelgeuse. Comprei séries inteiras, mas pedi pra guardar Manara e Djinn. ‘Pra um presente… mais adulto’, pisquei. Ele sorriu cúmplice, mãos roçando as minhas na caixa. Saí, mas voltei dias depois, 10 de junho, manhã cedo. Queria aqueles livros. E ele.
Loja vazia, entrei na sala dos fundos sem bater. Ele lá, lendo no pouf, café na mão. Viro rápido, derrubo tudo. Café quente espirra nos livros, na camisa dele, no meu tailleur cinza. ‘Merda!’, ele grita, olhos faiscando raiva. ‘Privado aqui! 2000 euros de prejuízo!’ Corri pra pegar lenços, limpar. ‘Desculpa… não pensei…’
Ele tira a camisa, pega uma t-shirt velha. Vejo o peito definido, suor misturado ao café. Fico de quatro limpando o chão, saia subindo, fenda mostrando coxa. Ele fecha a loja, volta. ‘Tailleur sujo?’ Pergunto, tirando a jaqueta. Camisa branca transparente, sutiã de renda, ventre plano. Ele olha, engole seco. ‘Gira’, manda. Obedeço, sentindo o ar gelado nos mamilos duros.
O Prazer Cru na Sala dos Fundos
‘Sapato sujo.’ Ele se ajoelha, limpa. Olhos sobem pela saia. Mão na minha canela, sobe devagar. Pele arrepiada, calor subindo. Não paro. Mão atrás da coxa, sem calcinha – string fio dental. Dedos nas nádegas, abrindo. ‘Não… por favor…’, gemo, mas abro as pernas. Boca no meu pubis raspado, beijo quente.
‘Sim… demais… não aguento…’, sussurro. Ele ri baixo. ‘Então goza na minha língua, Ana.’ Nome meu, português, soa exótico na boca dele. Língua abre minha cona molhada, lambe o clitóris inchado. Sabão salgado da pele, umidade escorrendo. Mãos nas bundas, dedos no reguinho. ‘Não aí…’, mas ele pressiona o ânus, devagar.
Chupo o clitóris, sugo forte, língua girando. Dedo entra no cu, uma falange. ‘Haaa… devagar…’. Ele olha nos meus olhos, empurra mais. Dedo na cona agora, fodendo devagar. Ritmo insano: língua no clit, dedos na cona e cu. Pernas tremem, mãos na cabeça dele, empurro mais fundo. Grito rouco, orgasmo explode. Cyprine escorrendo, ele lambe tudo, chupa os dedos.
Sento no pouf, ofegante. ‘Primeira vez… com outro… e no cu…’. Lágrimas, culpa, mas tesão. ‘Amo meu marido, mas você… me dominou’. Ele me beija a bochecha. ‘Vai, senão te fodo agora’. Sinto o caralho duro na calça. Pego jaqueta, saio correndo. Livros esquecidos de propósito. No avião, horas depois, cheiro dele na pele, cona latejando, cu sensível. Anonimato salvo, prazer eterno. Volto? Quem sabe.