Estava de carro a caminho da Charente, umas férias curtas para fugir ao bulício de Lisboa. Dirigia para oeste, sol alto, ar condicionado no máximo. Parei num hotel spa perto de Poitiers, só uma noite, para escapar ao trânsito infernal. Check-in cedo, quarto disponível não, mas piscina sim. Troquei para um biquíni velho, folgado, sem top a condizer. Sozinha na água fresca, transat a secar, paz total. Até chegarem dois miúdos barulhentos – fugi para os balneários.
No chuveiro das mulheres, antigo, sem porta, duas posições lado a lado. Uma mulher já lá, nua, de costas. Uns 50 anos, cabelos cacheados castanhos, finos. Nádegas pesadas, apetitosas, um pouco rechonchudas. Virou-se, sorriso largo, baton ainda nos lábios, olhos verdes hipnóticos. Seios firmes, altos, mamilos rosados duros, barriga redonda com cicatriz de cesariana. Buço pubiana espessa, molhada, escondendo tudo.
A Viagem e o Encontro na Piscina
Tirei o biquíni, senti o olhar dela no meu corpo. Entrei na água morna, sabão a cheirar a coco. Ela tentou holandês, eu inglês – não. Alemão devagar, combinámos. Emma, casada, de férias. Pegou no gel, espalhou-me nos ombros, virou-me, esfregou as costas. Mãos suaves, lentas. Desceu para as nádegas, demorou-se, dedos leves como pluma. Arrepios na pele, calor subindo. Virei-me, clítoris inchado, exposto. Ela murmurou: «Das wäre wirklich super!» – isto é genial. Gel novo, dedos no meu clitóris tenso, rodopiando como borboletas.
Não falámos mais. Encostei-me à parede fria, pernas abertas, joelhos dobrados. Agarrei-lhe os seios, apertando os mamilos rosados. Ela mesma pose, olhos vidrados. Dedos meus na mata dela, densa, pegajosa de excitação, cyprine misturada com água. Esfregávamo-nos devagar, ritmado. O vapor quente, cheiro de sexo no ar úmido, ruído distante de motores na auto-estrada. Tremi toda, orgasmo veio em onda, jato quente na mão dela. Ela gozou ao mesmo tempo, líquido fluido escorrendo. Deslizámos pelo azulejo, sentadas, pernas escancaradas, mãos ainda nos sexes, ofegantes, água a lavar o suor salgado.
O Orgasmo na Chuveiro e a Partida
Porta abriu, Christine ri: «Aqui não há tédio!» Fechámos pernas por instinto, mas rimos. Ela despiu-se, motard tatuada, seios minúsculos com piercings nos mamilos escuros, ancas largas como as minhas. Emma lambeu os dedos, sabor meu nela. Eu quis, mas segurei-me. Almoço na tonnelle fresca, Emma com o marido longe, Christine e o seu homem tatuado ao lado – professor de arquitetura, ela pintora. Conversa solta, café, convidam-me para passeio de moto. Aceitei, couro apertado, adrenalina. Rodámos por Poitou, vento quente na cara, corpos colados na Harley dele atrás dela. Mãos dela nas minhas coxas, ele olhava pelo retrovisor.
Noite moite, quarto com AC zumbindo, lençóis ásperos de hotel. Pensei em voltar à chuveiro, mas moto esperava. De manhã, estrada de novo, sol ardente, clitóris ainda sensível, memória do toque dela, cheiro de gel e porra. Anónimo total, ninguém sabe, liberdade de passagem. Sorri sozinha, acelerando para Charente, corpo vivo, pronta para mais.