Estava de férias, fugindo de Lisboa para duas semanas no Lubéron, sul de França. Sol escaldante, ar seco. Mas no fundo, relutava em deixar a rotina. Dirigi horas, cheguei ao vilarejo provençal. Ar puro pós-trovoada, pedras quentes fumegando. Vesti-me leve, saia solta, meias com liga – adoro isso, a seda na pele.
Levantei cedo, ruas vazias. Passeava sem mapa, perdia-me nas ruelas. Pensava no meu amante, ausente na Etiópia. Lembrei um phone sex na rua, mão na cona, molhada. Aquilo me acendeu. Senti o desejo pulsar. Uma liga soltou, batendo na coxa. Parei, olhei em volta – vazio. Levantei a saia, estiquei a meia devagar, fixei.
A Escala Imprevista e o Encontro na Ruazinha
Levanto os olhos. Um negro alto, musculoso, na janela, rindo. Olhos famintos. ‘Quanto?’, grita. Sorri, brinco: ‘Quinhentos euros.’ Ele fica sério. ‘Feito.’ Sai, pega-me o braço, leva-me para dentro. Estúdio limpo, penumbra fresca. Coração acelerado. Podia fugir, mas… a excitação do desconhecido, longe de casa, ninguém me conhece.
Oferece café. Aceito, tremendo. Ele calmo, mas tesudo. ‘Despe-te, querida.’ Odeio ‘querida’, mas excita. ‘Não sou puta’, digo. Ele ri: ‘Tu mostraste a cona na rua, fixaste preço.’ Verdade. Bebo café, ele aproxima-se por trás. Calor do corpo dele. Viro-me, bato nele. Braços fortes envolvem-me. ‘Não…’, murmuro, mas beijos no pescoço queimam.
Empurra-me contra a parede. Mão na cara, outra na coxa nua. Sinto o pau duro contra a minha virilha. ‘Para…’, mas pernas abrem. Levanta-me para a mesa, saia aberta, cu no木 frio. Arrepio. Tira camisa, peito duro, pelos ásperos roçando-me. Dedos sobem, tiram top, apanham mamilos duros. Gemo.
‘Violação!’, ameaço fraca. Ele ri: ‘Provas? Tu entraste.’ Mão no sutiã, outra entre pernas, no ponto mais nu. Molhada já. Luto, mas cona trai-me. Ajoelha-se, boca na cona. Língua grossa lambe, chupa clitóris. ‘Ahh… fode-me…’, suplico sem querer. Orgasmo explode, gozo na boca dele, cythomiel escorrendo.
O Sexo Selvagem e a Liberdade do Anonimato
Levanta, baixa calças. Pau honesto, grosso, cabeça roxa inchada. Olho hipnotizada. Tira-me roupa toda. Vira-me, dobra sobre mesa. Pau entre coxas molhadas. ‘Vai…’, peço. Enfia de uma vez, fode forte. Seios raspam madeira, cona arde. ‘Mais rápido!’, grito. Ele agarra cu, soca fundo. Sinto veias pulsando.
Viro orgasmo, grito alto. Ele goza dentro, quente, enchendo-me. Caio exausta. Abraça-me, leva para cama. Beijos, carinhos. Pau endurece outra vez. Entra devagar, provoca. ‘Devagar… não, fode forte!’ Enlouqueço, pernas apertam, cavalgo ondas. Gozamos juntos, suores mistos, cheiro de macho e cona.
Deixa-me liasse de notas na liga. ‘Amanhã, mesma hora.’ ‘Não volto’, minto. Visto-me, saio. Pernas tremem, esperma escorre coxas – remorso doce. No hotel, chuveiro quente não lava prazer. Piscina, sol, lembro cada estocada.
Dias depois, volto a Lisboa de avião. Anonimato salvo. Corpo ainda sente ele: gosto salgado da pele, clim fresco quarto, motores ao fundo, lençóis úmidos. Livre, longe. Sorrio. Quem sabe outra escala?