Estava de volta de um congresso em Madrid, mas o voo atrasou por causa duma greve no aeroporto de Lisboa. Escale forçada, uma noite no hotel ao lado da pista. O ar quente e húmido da noite portuguesa entrava pelas janelas entreabertas, misturado com o ronco distante dos motores. Cheguei exausta, o corpo suado da viagem, mas livre. Longe do meu marido, da rotina em casa, ninguém me conhecia aqui. No lobby, o ar condicionado gelado arrepiava a pele, e eu pedi um gin tónico no bar quase vazio.
Ele apareceu do nada. Dino, disse-se, um mecânico da manutenção aeroportuária, grevista como os outros. Baixo, largo de ombros, com uma mustaça preta grossa e olhos fundos que me perfuravam. Camisola suja de óleo, braços peludos a sairem das mangas, calças justas nas coxas magras. Falava com sotaque italiano, voz grave, como se me comesse com os olhos. ‘Madame, uma senhora como tu não devia estar sozinha numa noite assim’, disse, inclinando-se no balcão. Sorri, nervosas, sentindo o coração bater forte. O desconhecido excitava-me, a urgência da partida amanhã tornava tudo possível.
A Greve, o Lobby e o Olhar que Me Despiu
Conversámos. Ele queixava-se da greve, do patrão que nos fodia a todos. Eu, casada mas faminta de aventura, brinquei: ‘Talvez precise de um grevista para me aquecer esta noite fria.’ Ele riu, a língua a lamber a mustaça, e pôs a mão calejada na minha coxa por baixo da mesa. ‘Vem ao meu quarto, ou eu vou ao teu. Ninguém sabe.’ O toque áspero enviou choques pela minha cona. Hesitei, mas o calor moço da noite, o cheiro a sal do suor dele, o barulho dos aviões… subi com ele no elevador, o corpo já molhado.
Na quarto 312, a clim zumbia baixa, os lençóis brancos do hotel cheiravam a amaciante barato. Ele trancou a porta e atacou. ‘Tira isso, quero ver essa carne portuguesa.’ Desabotoei a blusa devagar, os seios livres saltaram, os mamilos duros. Ele gemeu, ‘Porra, que tetas!’ As mãos enormes apanharam-nos, apertaram forte, a pele rugosa contra a minha suave. Chupei a mustaça dele enquanto ele me mamava os peitos, mordendo os bicos até doer de prazer. ‘De joelhos, chupa-me o caralho’, ordenou. Abri a braguilha, o pau dele saltou, grosso, veiado, com um molho de caracóis pretos na base. Cheirava a macho, musgoso. Engoli o cabeça roxo, a boca esticada, a língua a rodar no pré-gozo salgado. Ele fodia-me a boca, as ancas a bombarem, ‘Boa puta, engole tudo!’
Foda Selvagem na Quarto com Pressa de Partir
Deitei-me na cama, as pernas abertas. ‘Fode-me já, Dino, antes que o avião parta.’ Ele cuspiu na cona, os dedos grossos entraram, mexendo fundo, o polegar no clítoris. ‘Estás encharcada, safada.’ O pau dele forçou a entrada, esticando-me toda, preenchendo o vazio que o meu marido nunca tapava. Bombava forte, os collhões peludos a baterem no meu cu, o suor a pingar na minha barriga. ‘Grita, caralho!’ Eu gemia alto, as unhas nas costas dele, o cheiro de sexo a encher o quarto. Virou-me de quatro, meteu no cu sem aviso – lubrificado com a minha própria baba –, doía e era bom, o caralho a rasgar devagar. Gozei primeiro, o corpo a tremer, esguichando nos lençóis. Ele veio logo, jatos quentes a encher-me o cu, grunhindo como animal.
Ficámos ofegantes, o corpo dele pesado mas não esmagador, o pelo úmido colado à minha pele. ‘Foi só uma escala, mas fodi-te como se fosses minha’, murmurou. Limpei-me no chuveiro rápido, o vapor a misturar-se com o cheiro dele na minha pele.
De manhã, no avião, o corpo ainda latejava. O cu ardia levemente, a cona inchada, o gosto salgado na boca. Ninguém no voo sabe, o anonimato salva tudo. Rio sozinha, a lembrar o ronco dos motores, o suor dele, aquela foda urgente. Volto para casa, mas levo o prazer na memória, fresco como o ar condicionado daquela noite.